Existem momentos na vida que nos fazem parar por alguns instantes e olhar para trás, percebendo como uma paixão cultivada ao longo dos anos pode alcançar lugares que jamais imaginamos.
Um desses momentos aconteceu em 2017, quando recebi o convite para participar de uma reportagem especial do programa Bom Dia SP, da Rede Globo.
A matéria tinha um título que parecia ter sido escrito especialmente para quem vive da arte da escrita manual: "A Forma que Encanta".
Lembro-me da emoção ao saber que a caligrafia seria o tema central da reportagem. Em uma época em que quase tudo é feito por meio de telas e teclados, ver a escrita à mão ganhando espaço na televisão era uma prova de que essa arte continua despertando admiração e encantamento.
Durante a entrevista com a repórter Andressa Rogê, tive a oportunidade de compartilhar um pouco daquilo que faz parte da minha rotina há mais de duas décadas: o processo de transformar palavras em algo único e pessoal.
Contei sobre as técnicas que utilizo, os materiais que escolho cuidadosamente e o tempo dedicado a cada projeto. Mas, acima de tudo, falei sobre aquilo que considero mais importante: a emoção que existe por trás de cada traço.
Porque a caligrafia não é apenas uma forma bonita de escrever.
Durante a reportagem, foram apresentados alguns dos trabalhos que fazem parte do meu dia a dia, como convites de casamento, envelopes caligrafados, place cards, tags e outras peças personalizadas. Foi emocionante ver a escrita manual sendo valorizada não apenas como uma técnica artística, mas como uma forma de criar conexões e transmitir sentimentos.
Ao assistir à matéria pronta, senti algo difícil de explicar.
Não era apenas o orgulho de ver meu trabalho na televisão.
Era a alegria de perceber que a caligrafia continuava tocando as pessoas da mesma forma que me encantou tantos anos atrás.
Participar do Bom Dia SP foi uma experiência muito especial e uma oportunidade de representar uma arte que resiste ao tempo, atravessa gerações e continua encontrando seu espaço mesmo em um mundo cada vez mais digital.
Porque, no final das contas, existe algo que nenhuma tecnologia consegue substituir: a emoção de receber algo escrito à mão.
Para conhecer mais sobre o meu trabalho clique aqui.
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